segunda-feira, 30 de março de 2009

Sistemática e Taxonomia 2 Ano Ensino Médio

TAXONOMIA OU SISTEMÁTICA
A sistemática tem por objetivo classificar, identificar e dar nomes aos seres vivos. A classificação é feita levando-se em consideração a embriologia, anatomia, fisiologia, estudos dos fósseis e outros critérios, sendo por isto um sistema natural . A classificação usada atualmente é baseado no sistema de classificação de Linné ( Lineu) descrito em 1735.

CATEGORIAS HIERÁRQUICAS: REINO - FILO - CLASSE - ORDEM - FAMÍLIA - GÊNERO - ESPÉCIE

Monera - unicelulares procariontes - Bactérias e Cianobactérias
Protista - unicelulares eucariontes heterótrofos - Protozoários
Fungi - organismos eucariontes heterótrofos unicelulares ou não - Fungos
Plantae - organismos eucariontes multicelulares fotossintetizantes . Algas , briófitas, pteridófitas, gimnosperma e angiospermas.
Animalia - organismos eucariontes, multicelulares e heterótrofos. ESPÉCIE - organismos com uma certa semelhança morfológica e genômica, com capacidade de reprodução e formação de descendentes viáveis e férteis.

REGRAS BÁSICAS DE NOMENCLATURA
O nome da espécie deve ser binominal: gênero e espécie ou trinominal : Gênero +( Subgênero) + espécie ou Gênero + espécie + subespécie . Ex. Musca domestica ; Leishmania (Viana) brasiliensis ; Micrurus frontalis frontalis. Nomes científicos devem estar em Latim . O gênero (genérico) deve estar com a letra inicial em maiúsculo, a espécie ( nominal específico) em letra inicial minúscula. O gênero e a espécie devem estar grifados ou em Itálico. O nome da família é formado pela adição do sufixo idae ( ideos) e da subfamília pela adição do sufixo Inae (ineos) ao nome genérico (gênero). Ex . Trypanosoma + idae = Trypanosomidae

A vida, que existe há mais de três bilhões de anos na Terra, é o maior objeto de estudo da Biologia. Esse estudo fascinante e desafiador volta-se para a compreensão das características e evolução dos seres vivos, suas estruturas e funções, suas relações com os mais diferentes ambientes e sua reprodução. É, portanto, a ciência que estuda os seres vivos em todos os aspectos de abrangência, quer sejam anatômicos, funcionais, genéticos, comportamentais, evolutivos, geográficos ou taxionômicos, bem como as leis, os princípios e fenômenos que regem a existência desses seres.
Fonte: www.escolavesper.com.br


A sistemática é a classificação dos diversos organismos vivos. Em biologia, os taxonomistas são os cientistas que classificam as espécies em outros taxa a fim de definir o modo como eles se relacionam evolucionariamente.
O objetivo da classificação dos seres vivos, chamada taxonomia ou sistemática, foi inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos, em categorias que pudessem ser referidas. Posteriormente a classificação passou a respeitar as relações evolutivas entre organismos, organização mais natural do que a baseada em características externas. Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre códigos genéticos, mas ainda não se chegou a um consenso.
A classificação dos seres vivos é parte da taxonomia, ciência que estuda as relações entre organismos, e que inclui a coleta, preservação e estudo de espécimes, e a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica. Nomenclatura é a atribuição de nomes a organismos e às categorias nas quais são classificados.
O nome científico é aceito em todas as línguas, e cada nome aplica-se apenas a uma espécie.
Há duas organizações internacionais que determinam as regras de nomenclatura, uma para zoologia e outra para botânica. Segundo as regras, o primeiro nome publicado (a partir do trabalho de Lineu) é o correto, a menos que a espécie seja reclassificada, por exemplo em outro gênero. A reclassificação tem ocorrido com certa frequência desde o século XX. e neste caso mantém-se a referência a quem primeiro descreveu a espécie, seguida do nome de quem reclassificou. Esta norma internacional decorre, entre outras coisas, do fato de ser ainda nova a abordagem genética da taxonomia, sujeita a revisão devido a novas pesquisas científicas.

História
O primeiro sistema de classificação foi o de Aristóteles no século IV a.C., que ordenou os animais pelo tipo de reprodução e por terem ou não sangue vermelho. O seu discípulo Teofrasto classificou as plantas por seu uso e forma de cultivo.
Nos séculos XVII e XVIII os botânicos e zoólogos começaram a delinear o atual sistema de categorias, ainda baseados em características anatômicas superficiais. No entanto, como a evolução pode ser a causa de tais semelhanças, este sistema demonstrou aproximar-se da natureza, e continua sendo a base da classificação atual. Lineu fez o primeiro trabalho extenso de categorização, em 1758, criando a hierarquia atual.
A partir de Darwin a evolução passou a ser considerada, e com isso evidências da paleontologia sobre ancestrais comuns, e da embriologia sobre semelhanças nos primeiros estágios de vida. No século XX a genética e a fisiologia tornaram-se importantes na taxonomia, como o uso recente da genética molecular na comparação de códigos genéticos. Computadores têm sido usados na análise matemática dos dados.
Em fevereiro de 2005 Edward Osborne Wilson, professor aposentado da Universidade Harvard, onde cunhou o termo biodiversidade e participou da fundação da sociobiologia, ao defender um "projeto genoma" da biodiversidade da Terra, propôs a criação de uma base de dados digital com fotos detalhadas de todas a espécies vivas e a finalização do projeto Árvore da vida. Em contraposição a uma sistemática baseada na biologia celular e molecular, Wilson vê a necessidade da sistemática descritiva para preservar a biodiversidade.
Do ponto de vista econômico, defendem Wilson, Peter Raven e Dan Brooks, a sistemática pode trazer conhecimentos úteis na biotecnologia, e na contenção de doenças emergentes. Mais da metade das espécies do planeta é parasita, e a maioria delas ainda é desconhecida.

Reinos
Tradicionalmente os seres vivos eram divididos em dois reinos: Plantas e Animais. Como muitos seres simples não cabem nesta divisão, em 1866 Ernest Heinrich Haeckel propôs a categoria Protista, incluindo algas, fungos, protozoários e bactérias, No século XX a classificação mais aceita passou a ter cinco reinos: Protista (protozoários e algumas algas), Monera (bactérias procariontes, e cianobactérias ou algas azuis), Fungos, Plantas e Animais.
Recentemente a análise genética levou a propor o grupo Archaea para as Archaebactérias, e mais dois grupos: as outras bactérias e os eucariontes (organismos que têm núcleo celular: fungos, plantas e animais).
Super Reinos
Prokariota Eukariota
Categorias
Os reinos são divididos num sistema hierárquico de categorias chamadas taxa (do grego, singular taxon). Cada táxon inclui os que o sucedem. Tradicionalmente são eles:
Filo (ou divisão, em botânica) Classe, Ordem, Família, Gênero, Espécie. Há categorias intermediárias, incluídas quando é necessário fazer distinções.
Assim, por exemplo, em botânica, além de divisão, que equivale ao filo no reino animal, existem também série e secção.
Uma sequência hierárquica mais completa seria:
Reino, Filo, Subfilo, Superclasse, Classe, Infraclasse, Coorte, Superordem, Ordem, Subordem, Infra-ordem, Superfamília, Família, Subfamília, Tribo, Subtribo, Gênero, Subgênero,Espécie,
Subespécie.
O único táxon claramente definido é a espécie: populações de indivíduos geneticamente semelhantes que potencialmente se cruzam entre si. Mecanismos de especialização, como isolamento geográfico, podem levar uma espécie a originar outra. Nos casos excepcionais de cruzamento interespecífico, os descendentes são estéreis. Quando as populações de uma espécie são muito diferentes morfologicamente, são chamadas subespécies, raças ou variedades.
O gênero inclui espécies relacionadas, reconhecidas popularmente como aparentadas, como o cão e o lobo.
Nomenclatura binomial
O sistema atual identifica cada espécie por dois nomes em latim: o primeiro, em maiúscula, é o gênero, o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. Os dois nomes juntos formam o nome da espécie. Os nomes científicos podem vir do nome do cientista que descreveu a espécie, de um nome popular desta, de uma característica que apresente, do lugar onde ocorre, e outros. Por convenção internacional, o nome do gênero da espécie é impresso em itálico, o dos outros taxa não. Subespécies têm um nome composto por três palavras.
Fonte: http://pt.wikipedia.org

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